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WORKSHOP DE DIREÇÃO DE CRIAÇÃO EM MODA - 1 SEMESTRE 2013

WORKSHOP DE DIREÇÃO DE CRIAÇÃO EM MODA - 1 SEMESTRE 2013

Descontos para empresas e grupos. Entre em contato com nosso departamento comercial 11 3060.3636


PLANO DE AULAS

AULA 1
Apresentação da profissão e formação de equipe.

AULA 2
Derivação de coleção prêt-à-porter em produtos de vestuário. Mini palestra de um convidado.

AULA 3
Derivação de coleção prêt-à-porter em produtos de não vestuário. Exercício rápido e análise do resultado.

AULA 4
Exercício longo e análise do resultado.

AULA 5
Em definição. Mini palestra de convidado.

AULA 6 
Aula de encerramento em definição.


Curso Teórico e Prático

Nível Avançado

Material necessário para levar nas aulas: Os trabalhos poderão ser feitos com o uso de material básico de desenho, ou como você quiser se expressar, podendo também usar programas de design em computadores.

Pré-requisito: Ser Estilista com experiência no mercado. É também dirigido para Coordenadores de Estilo e Diretores de Criação que aspirem o cargo de Direção de Criação em moda. 

Para participar do processo seletivo do workshop entre em contato com: guilherme.fidelis@escolasaopaulo.org

Workshops

24/06/2014 até 29/06/2014 das 19:30 até 12:00

6 aulas | 18 horas | Noite

Alexandre Herchcovitch

Alexandre Herchcovitch

Ao longo de 15 anos de carreira, o estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch foi além e não vê problema nenhum em encontrar novas idéias para se superar a cada temporada. De seu desfile de estreia, passando pela popular Prêt-à-Porter Paris, às suas apresentações durante a São Paulo Fashion Week, seu estilo traz novos experimentos e um corte, uma modelagem e uma seleção de materiais muito conscienciosos. É possível confirmar sua evolução na camiseta com estampa de caveira (o ícone do underground paulistano no começo da década de 1990), quando o estilista ficou conhecido por suas criações para prostitutas e travestis, e no festival de volume e dobras que contrasta com uma silhueta despojada atenuada aqui e acolá com linhas A.

Em relação à série de reinvenções apresentada por Alexandre Herchcovitch, é impossível deixar de mencionar sua incursão no mundo do látex (uma secreção coagulável extraída das seringueiras da Amazônia) utilizado em muitas peças, as quais revelam seu interesse pela arte e por usar a linguagem da moda para transmitir idéias e conceitos pessoais. “É lugar-comum dizer que a roupa é um modo de se expressar, um suposto código de comunicação. Sempre que alguém veste uma de minhas criações, a pessoa repassa informações sobre a maneira pela qual ele ou ela vê o mundo aos demais. Em vez de figuras, comprimentos e cores nas roupas, estou muito mais preocupado com estabelecer um diálogo entre meu universo e o de meus clientes”, avaliou.

Com base em um conceito definido, o estilista concentra-se em popularizar a grife e aumentar o número de seus consumidores. Em 1998, ele criou uma linha de denim de marca e deu início às exportações para Londres e Nova Iorque. Após uma breve passagem pelo calendário da moda inglesa, finalmente chegou a Paris, onde expõe suas coleções enquanto único estilista brasileiro a integrar a Fashion Trade Union Association.

A convite dos chefes da 7th on Sixth (a Semana de Moda de Nova Iorque), Herchcovitch começa a lançar sua coleção feminina na cidade a partir do Verão 2005.

O atalho para a capital francesa é o corolário da criatividade de alguém que, com 16 anos de idade, criou um vestido em organza para sua mãe – a qual era dona de uma pequena confecção de lingerie –, que ganha destaque pelas aplicações de esferas de metal presas à barra, refletindo sua preocupação com o caimento e o peso do tecido. O ambiente caseiro que mantinha tanta relação com a moda só aumentou o talento do garoto, que freqüentou uma escola judaica ortodoxa por livre e espontânea vontade e concluiu o curso de Design de Moda em uma instituição católica. Talvez isso explique o interesse de Alexandre Herchcovitch pela mistura de influências, emoções, formas e cores.

É possível confirmar tudo isto nas oito coleções anuais que criou para sua marca (duas coleções femininas, duas masculinas e quatro coleções em denim de marca) e em suas parcerias com empresas de grande porte, como a Motorola (celulares), a Grendene (sandálias Melissa), Chilli Beans ( óculos ), a Tok&Stok (móveis e acessórios) e a Zêlo (cama, mesa e banho).

Sem trabalhar com referências óbvias ou ceder às novas tendências internacionais, o medo de “virar escravo do Brasil”, nas palavras dele em uma entrevista de dois anos atrás, foi sepultado nos desfiles das coleções Verão 2003 e Inverno 2004, repletos de um sentido significativo da tradição brasileira. Então, descobriu o conceito de aldeia global cunhado nos anos 1970 por Marshall McLuhan, que previu um mundo interconectado e interessado pela comunicação das culturas locais. Stricto sensu, as criações de Alexandre Herchcovitch são uma mistura perfeita da cultura 100% brasileira que encanta clientes do Brasil, dos Estados Unidos, do Japão (onde, em 2007, inaugurou sua primeira loja fora do Brasil), da Alemanha, da China, da Inglaterra, do Canadá, de Singapura, da Austrália e da Nova Zelândia.


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