PEDRO LEÃO
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Pedro LeãoPaulista de nascimento, formado em artes plásticas pela FAAP desde 2003, onde participou de duas edições da Anual de Artes Plásticas (exposição com os melhores trabalhos dos alunos, cuja curadoria fica a cargo do coordenador do curso de artes plásticas e de artistas convidados não-vinculados à faculdade). Saído da faculdade, participou das primeiras exposições da galeria Casa da Xiclet, tendo deixado algumas de suas obras como parte do acervo da galeria. Expôs também no espaço Reserva Cultural e teve seu trabalho de fotografia exposto na edição paulista do Slideluck Potshow (evento itinerante de fotografia organizado por fotógrafos americanos). Já participou com seus cadernos de artista de outra exposição na Escola São Paulo, dedicada aos trabalhos de alunos daquele semestre indicados pelos professores.
A série de pinturas exposta na Escola São Paulo é um exercício saudável de abandono das referências fotográficas que nortearam as primeiras pinturas do artista. Inspiradas pelas pinturas de Francis Bacon e Margherita Manzelli e as obras de Patrícia Piccinini, algumas destas pinturas (Wish, Feel e Work) são exercícios de deformação da figura e do caráter de indivíduos atormentados pelo excesso indigesto de estímulos externos. Outras (A Virgem e o Menino) são comentários sobre as personagens da mitologia católica, despidas dos estereótipos que as fazem belas e perfeitas mesmo em seus sofrimentos.
A série de fotos exposta vai por um caminho similar nos exemplares da série Ragged Angel of the Latter Days (“O Anjo Maltrapilho dos Últimos Dias”), mas de forma geral as fotografias são exercícios de compreensão do processo fotográfico também como uma espécie de desenho ou pintura: os traços gravados no filme com a lanterna assemelham-se ao ato tradicional de desenhar, enquanto a cuidadosa escolha do que recebe a incidência do flash de luz e o que a evita assemelha-se à escolha de áreas de cor do pintor. |


















