RODRIGO BIVAR

Acredito no que dizia Giacometti; era preciso fazer uma pessoa, mas além disso, era preciso fazer uma tela. Ou quando Cézanne dizia para seus modelos, "seja um objeto". As figuras, na minha pintura, podem ser também objetos. Os trabalhos mais recentes possuem um certo estranhamento, determinado pelo ângulo em que as figuras se encontram. Então, o que pinto e, principalmente, a forma como pinto, tem que acompanhar esse estranhamento. Tudo o que acontece na tela tem o mesmo valor: a perna que se assemelha ao tronco de uma árvore, ou o brinquedo que é tratado da mesma forma que o braço da criança. Não há hierarquia ou predileção por algum ponto de vista especial em meu trabalho.

















