Ensaio da OSESP - Bate-papo com o maestro John Neschiling
John Neschling [texto: IRINEU FRANCO PERPÉTUO]
John Neschling é um desses homens que se interessam pelo conjunto da obra. Quando pequeno, aluno de piano, distraía-se e logo grudava o ouvido na parte da orquestra. O talento para conduzir foi aprimorado pelo mundo afora, e acabaria ampliado na sala São Paulo, que ajudou a criar. Ali ele rege os músicos, o orçamento, as polêmicas que vez por outra surgem e ainda uma agenda de turnês internacionais. Sob sua batuta, a orquestra sinfônica do Estado de São Paulo, transformou-se num exemplo de excelência. Com 11 mil assinantes, uma rotina constante de gravações pelos selos bis e biscoito fino, uma sede suntuosa, turnês internacionais realizadas todos os anos e os melhores salários para músicos no país, a OSESP é hoje o fino da música erudita.
Para o público leigo, o nome de Neschling ganhou notoriedade apenas depois da ascensão da OSESP, na qual ele sucedeu, em 1997, o legendário maestro Eleazar de Carvalho (1912-1996). Já entre os amantes de música erudita seu nome circula graças a façanhas como a gravação da ópera O Guarani, de Carlos Gomes, para a Sony, em 1994 com o tenor espanhol Plácido Domingo. O currículo luxuoso ajudou: o carioca John Neschling, 59 anos, foi aluno do grande Hans Swarowsky (1899-1975), esteve à frente de teatros de ópera europeus, e ainda descende de uma nobre linhagem musical: é sobrinho-neto de um dos compositores mais importantes da história da música, o austríaco Arnold Schönberg (1874-1951, inventor do dodecafonismo). Neschling recebeu a Diálogo Médico na Sala São Paulo, na cidade que aprendeu a amar e onde curte um dos seus prazeres: comer bem, no DOM ou no Figueira...
OSESP [fonte: www.osesp.art.br]
Com mais de 130 apresentações anuais em sua temporada de concertos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo -Osesp- é considerada hoje a mais destacada orquestra da América Latina.
Com uma programação abrangente -que mescla as grandes obras da literatura musical internacional com primeiras audições mundiais e compositores brasileiros-, a Osesp traz ao Brasil alguns dos maiores solistas e regentes da atualidade, como o maestro Kurt Masur, o compositor Krzysztof Penderecki, a soprano Barbara Hendricks, o barítono Sergei Leiferkus, os pianistas Stephen Kovacevich e Nelson Freire, o flautista Emmanuel Pahud, o violonista Pepe Romero, o violista Gerard Caussé, os violinistas Benjamin Schmid e Leonidas Kavakos, dentre mais de 60 convidados a cada ano.
Nos concertos que realiza na Sala São Paulo, sede da Orquestra, os 1500 ingressos esgotam-se em praticamente todas as apresentações e, ano após ano, as séries de assinatura disponibilizadas têm sua capacidade máxima alcançada.
Fundada pelo maestro Souza Lima em 1954, a Osesp alternou períodos de sucesso e de grande dificuldade, inclusive com paralisações nas atividades. Após a passagem do maestro italiano Bruno Roccela, o grupo esteve por 24 anos sob o comando do maestro Eleazar de Carvalho, até sua morte, em 1996.
Desde 1997 sob a direção do maestro John Neschling, a Orquestra passou por transformações que a colocaram como um novo referencial de qualidade e excelência nos campos da Arte, da Cultura e da Educação no Brasil.
Para se inscrever, telefone para 3060 36 36 ou envie e-mail para programa.associados@escolasaopaulo.org
